segunda-feira, 9 de março de 2015

14 de Março "Dia Nacional da Poesia"

"Poesia é uma janela aberta para o mundo": uma homenagem aos poetas brasileiros.














1-      Dos participantes e Inscrição:
·         Só poderão participar os (as) alunos (as) do 1º ao 5º anos, matriculados na EMEB Antonio Stella Moruzzi do município de São Carlos, SP;
·         A inscrição se dará automaticamente quando da postagem na caixa de comentário do blog da biblioteca: o título do poema, nome do poeta, o poema, o nome do participante, a série e o nome da professora;
·         Início: 09 de março Término:  29 de março de 2015.

2-      Do poema:
·        Não poderá haver poemas repetidos, porém, podem ser do mesmo poeta;
·         Somente de poetas brasileiros;
·         Será escolhido somente 01 (um) poema por período (manhã e tarde);
·         O poema deverá constar na Caixa de Comentários do blog;  
·         Cada aluno poderá participar com apenas 01 (um) poema; .

3-      Tema do poema:
·         A critério dos participantes.

4-      Do Blog:
·         Esta é a página específica para a participação da homenagem aos poetas brasileiros.

5-      Do sorteio:
·         As coordenadoras dos respectivos períodos farão o sorteio no dia 30 de março.

6-      Do resultado final:
·         O resultado será divulgado no dia 31 de março.

7-      Do Prêmio:
·         Os alunos, dos respectivos poemas forem escolhidos, vão ganhar uma cesta com um lindo livro e guloseimas.

8-      Da Premiação:
·         Apenas 01 (um) aluno de cada período será contemplado.

9-      Da Divulgação:
·         O nome do sortudo será divulgado através do blog da biblioteca e do mural da EMEB Antonio Stella Moruzzi.

73 comentários:

  1. Maria Helena - Manoel Bandeira

    Sou a única bisneta
    De meu bisavô Bandeira,
    Que era pessoa discreta,
    mansa, desinteresseira,
    - Que era, em pessoa, a bondade:
    que responsabilidade!

    Maria Julia - 5º B - Profa. Flávia

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  2. Identidade - Pedro Bandeira

    Ás vezes nem eu mesmo
    Sei quem sou.
    Ás vezes sou
    '' o meu queridinho, ''
    ás vezes sou
    '' moleque malcriado. ''
    Pra mim
    tem vezes que eu sou rei,
    herói voador,
    caubói lutador , jogador campeão.
    Ás vezes sou pulga,
    Sou mosca também,
    Que voa e se esconde de medo e vergonha.
    Ás vezes eu sou Hércules,
    Sansão vencedor ,
    peito de aço, goleador !
    Mas o que importa
    o que pensam de mim?
    Eu sou quem sou,
    eu sou eu,
    sou assim,
    sou menino.
    Maria Clara Isaias 4 A Professora: Stael

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  3. Rayssa de Almeida Cruz - 3º D - Professora Érica -Período da Tarde
    Motivo - Cecília Meireles

    Eu canto porque o instante existe
    e a minha vida está completa.
    Não sou alegre nem sou triste:
    sou poeta.

    Irmão das coisas fugidias,
    não sinto gozo nem tormento.
    Atravesso noites e dias
    no vento.

    Se desmorono ou se edifico,
    se permaneço ou me desfaço,
    - não sei, não sei. Não sei se fico
    ou passo.

    Sei que canto. E a canção é tudo.
    Tem sangue eterno a asa ritmada.
    E um dia sei que estarei mudo:
    - mais nada.

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  4. Nome da gente - Pedro Bandeira

    Por que é que eu me chamo isso
    e não me chamo aquilo?
    Por que é que o jacaré
    não se chama crocodilo?
    Eu não gosto
    do meu nome,
    não fui eu
    quem escolheu.
    Eu não sei
    Por que se metem
    com o nome
    que é só meu!
    O nenê
    que vai nascer
    vai chamar
    como o vovô,
    mas ninguém
    vai perguntar
    o que pensa
    o coitadinho.
    Foi meu pai que decidiu
    que o meu nome fosse aquele
    isso só seria justo
    se eu escolhesse
    o nome dele.
    Quando eu tiver um filho,
    não vou pôr nome nenhum.
    Quando ele for grande,
    ele que procure um.

    Maria Eduarda Isaias 3 C Professora: Fabiana

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  5. Poesia na varanda - Sonia Junqueira

    Brotou de uma plantinha
    espigada, perfumosa,
    se abrindo toda pra mim:
    mensageiro da alegria,
    era um pé de alecrim
    que dourou a minha vida...
    Passou por mim a poesia
    na forma de uma gatinha
    amarela, tão macia!,
    uma bola peludinha
    que chegou bem de mansinho...
    Batizei-a de Chiquinha,
    fiquei com ela pra mim.
    Entrou em minha poesia
    na forma de uma canção
    que falava de uma rua
    com pedrinhas e brilhantes
    e de um anjo solitário
    que vivia por ali
    e roubou um coração.
    Gritou no mato a poesia
    quando caiu a noitinha:
    era um concerto de grilos,
    tantos astros em seresta,
    pois era dia de festa,
    e dentro da boca da noite
    cantaram um coro sem fim...
    Brilhou pra mim a poesia
    na forma de lua cheia
    e de um céu estrelado
    despencando no telhado
    de zinco do avarandado,
    pronto para ser pisado
    por alguém bem distraído...
    Cresceu em mim a poesia
    na forma de uma tristeza,
    um chorinho derramado
    no silencio da varanda.
    Veio vindo, foi chegando
    - carregada pelo vento?-
    e tomou conta de mim.
    Caiu do céu a poesia
    na forma de uma chuvinha,
    pingos grossos,cheiro doce,
    que molhou as redondezas,
    encharcou os meus cabelos,
    inundou a minha vida
    e levou minha tristeza.
    sorriu pra mim a poesia
    na forma de um amigo
    - mão estendida,carinho,
    estar juntos, quietinhos
    ou ouvindo, ou contando,
    ou rindo e barulhando...-
    e abraçou minha vida.
    Me arrebatou a poesia
    trazida pelas palavras
    abrigadas entre as paginas
    do livro que alguém lia
    e que deixou por ali:
    mundo entrando pelos olhos,
    enriqueceu minha vida.
    Agora, sempre que quero
    saber cadê a poesia,
    dou um pulo na varanda,
    me debruço - e espero:
    quem sabe se de repente
    ela volta e simplesmente,
    vem contar por onde anda...

    Priscila Maysa Ratti 4 A professora: Stael

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  6. Nascimento e morte de um rio - Jussara C. Godinho

    Nasci sereno
    manso e cristalino
    por entre os verdes
    doce vale menino

    Cresci robusto
    forte e valente
    e fui andando
    emocionando gente

    Atravessei cidades
    quase poderoso,
    mas de tanta maldade
    fiquei tão horroroso

    Lixões, lixos e lixinhos
    deixaram-me malcheiroso
    afogaram meus peixinhos
    não sou mais um rio garboso.

    Alana Rocha Dias 3º C - Profª fabiana

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  7. Centopéia européia - Célia Luiz

    Sabe quem eu sou
    de onde venho?
    Não sou um bichinho qualquer
    venho de longe, andando
    com meus 100 pezinhos a pé.

    Em cada pé um sapato,
    de couro, cromo, cetim.
    Escolho bem os modelinhos
    azul, amarelo, carmim.

    Combinar cores ou formas
    não é importante pra mim,
    quero mesmo é ser bem chique
    e passear no jardim.

    Perguntaram-me outro dia
    Por que de tão longe eu vinha
    sou centopéia européia
    de longe trago a mensagem
    a quem como eu caminha!

    Anna Júlia Souza da Rocha - 3º D - Profª Érika

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  8. Pouco a pouco - Célia Luiz

    Basta um pouco
    quase nada
    do muito que
    podia ser

    Uma porção
    bem pequena
    pouquinho...
    é só querer.

    Vá sem pressa
    aos bocados
    veja tudo
    aparecer

    Meia palavra
    um sorriso
    muito amor
    pra oferecer

    Já é muito
    quase tudo
    pra esperança
    renascer.

    Felipe Gabriel Rabello - 3º D - Profª Érika

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  9. A moda de Drummond - Paulo Nunes

    Casas fazem sujeira.
    Gentes entre lixeira.
    sujar sujar sujar
    Um homem põe-se a fuçar
    Um cachorro põe-se a sujar
    baratas e ratos a festejar.
    Devagar,
    As janelas olham
    O lixão que a cidade pariu
    eita cidade suja meu Deus!

    Mariana Cardoso Canossa - 3º D - Profª Érika

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  10. A cigarra e a formiga - Célia Luiz

    Cem, centenas, milhares
    Uma fila de formigas
    Carregam ao som da música
    Cada qual sua porção.

    A cigarra toca e canta,
    Anima com voz suave.
    Naquela hora é a única
    Que não carreia seu grão.

    Passa o dia, passa o tempo
    Lá fora o frio e a fome.
    Aqui dentro a toca tépida
    A comida, a união.

    Toc, toc, bate à porta
    A pobre cigarra só
    Abre-lhe a porta rápida,
    A formiga de plantão.

    - Tenho frio, tenho fome,
    (Diz a cigarra à outra)
    De ti depende a mágica
    De eu ficar viva ou não.

    - Entra logo, minha amiga
    (Fala a formiga esperta)
    Os ecos da tua música
    Trago aqui no coração!

    Carolaine Edwirges da Silva de Oliveira - 3º D - Profª Érika

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  11. Um toque de poesia - Célia Luiz

    O amanhecer no campo
    Árvore, flores, orvalho
    Mugido na estrebaria
    Têm um toque de poesia.

    O mar verde-azulado
    Areia fina quentura
    Cheiro de maresia
    Têm um toque de poesia.

    Um bebê engatinhando
    Surpreso com as formigas
    Descobrindo o dia-a-dia
    Têm um toque de poesia.

    Avô, avó, pai e mãe
    Primos de longe, uma tia
    Álbum de fotografia
    Têm um toque de poesia.

    Sofia, Lia, Maria
    Meninos que têm plural
    Tobias, Elias, Isaías
    Sentados na escadaria
    Têm um toque de poesia.

    Confete e serpentina
    Um carnaval esperando
    Bloco na rua, alegria
    Um baile à fantasia
    Têm um toque de poesia.

    A música compartilhada
    Vinda de longe, suave
    Compasso, ritmo, letra
    Passeio na melodia
    Têm um toque de poesia.

    A noite escura estrelada
    O ar fresco, um suspiro
    A lua cheia de magia
    Têm um toque de poesia.

    Camilly Izidoro Oliveira - 5º C - Profª vanessa

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  12. Soldado Raso - Célia Luiz

    A sono solto
    Dormia
    O soldado
    Que sonhava

    No sonho
    O sorvete
    O sorriso
    O sossego
    O som
    Da sonata...

    Na sorte
    O sol e
    A sombra.
    O soluço
    O sopro...
    A sobra.

    Diogo Pinheiro Aissa - 3º D - Profª Érika

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  13. Três gotas de poesia (haicais) - Angela Leite de Souza

    Um cachorro late.
    Late que quer chocolate
    com cachorro-quente.

    Andrey de Carvalho Amorim - 5º C - Profª Vanessa

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  14. A porta
    Vinicius de morais

    Eu sou feita de madeira.
    Madeira, matéria morta.
    Mas não há coisa no mundo
    Mais viva que uma porta.

    Eu abro devagarinho
    Pra passar o menininho
    Eu abro bem com cuidado
    Pra passar o namorado
    Eu abro bem prazenteira
    Pra passar a cozinheira
    Eu abro de supetão
    Pra passar o capitão.

    Só não abro pra essa gente
    Que diz(a mim bem importa...)
    Que se uma pessoa é burra
    É burra como uma porta.
    Eu sou muito inteligente!
    Eu fecho a frente da casa
    Fecho a frente do quartel
    Fecho tudo neste mundo
    Só vivo aberta no céu.

    Raul de souza sartori- 3* ano B- professora Karina (período manhã)

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  15. Cão fusão - Célia Luiz

    Já fui "neguinha:
    Mimada pequena e carente;
    Roliça, macia, marota...
    Mas cresci, virei a "nega:
    Arisca, de orelha em pé,
    Rabo comprido, lampeira,
    Meu prato é um bom filé.
    "Ganzinha" fui me transformando,
    De mimos volto a viver,
    Roliça, gorducha, folgada...
    Não venham comigo mexer!
    Mas... não é que mudo agora,
    depois de velha senhora,
    Aparece um pequenino
    Que gosta muito de mim.
    Anda em volta, me agarra,
    Me dá balinhas, biscoitos
    Me chama doce de "Din"...

    Alana Brenda da Silva - 3º D - Profª Érika

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  16. Onde está a periquitamboia? - José Santos e Laurabeatriz

    Se você acha
    que há algum problema
    com o desenho
    Que ilustra esse poema
    olhe com mais atenção
    por todos os lados da cena.
    Pode ser que valha a pena!

    Quem sabe você descobre
    entre as folhas, escondida,
    uma rima da jiboia
    que nessa página habita.
    Ache a periquitamboia,
    das cobras, mais bonita.

    Vanessa Sena Pereira - 3º ano C - Porfª Fabiana

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  17. Soneto do amigo - Vinícius de Moraes

    Enfim, depois de tanto erro passado
    Tantas retaliações, tanto perigo
    Eis que ressurge noutro o velho amigo
    Nunca perdido, sempre reencontrado.

    É bom sentá-lo novamente ao lado
    Com olhos que contêm o olhar antigo
    Sempre comigo um pouco atribulado
    E como sempre singular comigo.

    Um bicho igual a mim, simples e humano
    Sabendo se mover e comover
    E a disfarçar com o meu próprio engano.

    O amigo: um ser que a vida não explica
    Que só se vai ao ver outro nascer
    E o espelho de minha alma multiplica...

    Rafaela Cristina dos Santos - 3º ano B - Pofª karina

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  18. Isabelly Alexandra11 de março de 2015 11:10

    Soneto da fidelidade
    (Vinícius de Moraes)

    De tudo, ao meu amor serei atento
    Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
    Que mesmo em face do maior encanto
    Dele se encante mais meu pensamento.

    Quero vive-lo em cada vão momento
    E em louvor hei de espalhar meu canto
    E rir meu riso e derramar meu pranto
    Ao seu pesar ou seu contentamento.

    E assim, quando mais tarde me procure
    Quem sabe a morte, angústia de quem vive
    Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

    Eu possa me dizer do amor (que tive):
    Que não seja imortal, posto que é chama
    Mas que seja infinito enquanto dure.

    Isabelly Alexandra/Serie: 2°D-tarde/Prof: Sandra

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  19. Mais Respeito, eu Sou Criança - Pedro Bandeira
    Prestem atenção no que eu digo,
    pois eu não falo por mal:
    os adultos que me perdoem,
    mas ser criança é legal!

    Vocês já esqueceram, eu sei.

    Por isso eu vou lhes lembrar:
    pra que ver por cima do muro,
    se é mais gostoso escalar?
    Pra que perder tempo engordando,
    se é mais gostoso brincar?
    Pra que fazer cara tão séria,
    se é mais gostoso sonhar?

    Se vocês olham pra gente,
    é chão que vêem por trás.
    Pra nós, atrás de vocês,
    há o céu, há muito, muito mais!

    Quando julgarem o que eu faço,
    olhem seus próprios narizes:
    lá no seu tempo de infância,
    será que não foram felizes?

    Mas se tudo o que fizeram
    já fugiu de sua lembrança,
    fiquem sabendo o que eu quero:
    mais respeito eu sou criança!

    Augusto Duarte Brayn - 4º ano A - Professora Stael

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  20. Amizade - Vinícius de Moraes

    Um dia a maioria de nós irá se separar,
    sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora,
    as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,
    dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

    ... Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão:
    Quem são aquelas pessoas?
    Diremos que eram nossos amigos,
    e, isso vai doer tanto,
    vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente,

    Nos reuniremos para o último adeus de um amigo.
    E, entre lágrimas nos abraçaremos,
    nos perderemos no tempo, por isso,
    fica aqui um pedido desse humilde amigo,

    Não deixes que a vida passe em branco e que,
    pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades,
    eu poderia suportar ir embora,
    não sem dor que tivessem morrido todos os meus amores,
    mas, enlouqueceria se morressem todos os meus amigos.

    Denise Primo Laurentino da Silva - 3ºD - Profª Érika

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  21. Via Láctea
    (Olavo Bilac)

    "Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
    Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
    Que, para ouvi-las, muita vez desperto
    E abro as janelas, pálido de espanto...

    E conversamos toda a noite, enquanto
    A Via Láctea, como um pálio aberto,
    Antiga. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
    Inda as procuro pelo céu deserto.

    Direis agora: "Translocado amigo!
    Que conversas com elas? Que sentido
    Tem o que dizem, quando estão contigo?"

    E eu vos direi: "Amai para atendê-las!
    Pois só quem ama pode ter ouvido
    Capaz de ouvir e de entender estrelas."

    Cristielly Pamela/serie: 2°C-tarde/prof: Terezinha

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  22. Canção do Exílio - Gonçalves Dias

    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá;
    As aves, que aqui gorjeiam,
    Não gorjeiam como lá.

    Nosso céu tem mais estrelas,
    Nossas várzeas têm mais flores,
    Nossos bosques têm mais vida,
    Nossa vida mais amores.

    Em cismar, sozinho, à noite,
    Mais prazer encontro eu lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Minha terra tem primores,
    Que tais não encontro eu cá;
    Em cismar — sozinho, à noite —
    Mais prazer encontro eu lá;
    Minha terra tem palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Não permita Deus que eu morra,
    Sem que eu volte para lá;
    Sem que desfrute os primores
    Que não encontro por cá;
    Sem qu’inda aviste as palmeiras,
    Onde canta o Sabiá.

    Gabriel Gomes da Silva - 3º ano B - Professora: Karina- Turno: manhã

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  23. A Casa - Vinicius de moraes
    Era uma casa
    Muito engraçada
    Não tinha teto
    Não tinha nada
    Ninguém podia
    Entrar nela não
    Porque na casa
    Não tinha chão
    Ninguém podia
    Dormir na rede
    Porque na casa
    Não tinha parede
    Ninguém podia
    Fazer pipi
    Porque penico
    Não tinha ali
    Mas era feita
    Com muito esmero
    Na Rua dos Bobos
    Número Zero

    Vitoria Amorim Bezerra - 3º ano B - Professora Karina - Turno: manhã

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  24. OU ISTO, OU AQUILO
    Cecília Meireles

    Ou se tem chuva e não se tem sol,
    ou se tem sol e não se tem chuva!
    Ou se calça a luva e não se põe o anel,
    ou se põe o anel e não se calça a luva!
    Quem sobe nos ares não fica no chão,
    quem fica no chão não sobe nos ares.
    É uma grande pena que não se possa
    estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
    Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
    ou compro o doce e gasto o dinheiro.
    Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
    e vivo escolhendo o dia inteiro!
    Não sei se brinco, não sei se estudo,
    se saio correndo ou fico tranquilo.
    Mas não consegui entender ainda
    qual é melhor: se é isto ou aquilo

    João Pedro Correa Marques - 2º ano D (manhã)

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  25. Doze coisinhas à-toa que nos fazem felizes
    (Ruth Rocha)

    Andar de skate num lugar lisinho
    Tomar sorvete do de palitinho
    Passar a mão, de leve, no gatinho

    Andar na chuva que é pra se molhar
    Passar cola na mão e descascar
    Acabar a lição pra ir brincar

    Jogar estalo pra estalar no chão
    A cor azul das penas do pavão
    Ver na TV o seu clube campeão

    Ver gelatina tremendo no prato
    Nadar depressa usando pé-de-pato
    Mostrar a língua pra tirar retrato

    Caio Rosa Carneiro - 2º ano D (manhã)

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  26. Verbo no infinito
    Vinicius de morais

    De manhã escureço
    De dia tardo
    De tarde anoiteço
    De noite ardo

    A oeste a more
    Contra quem vivo
    Do sup cativo
    O este é meu note

    Outros que contem
    Passo por passo:
    Eu morro ontem

    Nasço amanhã
    Ando onde há espaço:
    Menu tempo é quando



    Nana de souza 5°ano C-Vanessa Amorim

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  27. Cuidando da natureza - Leila Maria Grillo

    Vamos cuidar
    Da mãe Natureza
    Preservando a vida
    Do nosso Planeta.

    Não desperdicem água
    Para não faltar
    Separe todo lixo
    Para reciclar.

    Não destruam as matas
    Árvores e flores
    Que enfeitam o mundo
    Com as suas cores.

    Não poluam o ar
    Isso não é legal
    Na certa vai causar
    O aquecimento global.

    Vamos trabalhar
    Nessa tarefa urgente
    Para preservar
    O nosso meio ambiente.

    VICTOR DANIEL OLIVEIRA DOS SANTOS - 2°D - PROF. SANDRA






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  28. REFLEXÃO - PEDRO BIAL

    "Não existe falta de tempo
    Existe falta de interesse.
    Porque quando a gente quer mesmo
    A madrugada vira dia.
    Quarta-feira vira sábado
    E um momento vira oportunidade"


    ANDRYEL TONIOLI MASSOLI - 2ºD - PROF. SANDRA

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  29. 2º Escolar - Paulo Nunes

    No mercado de ferro
    o realejo do
    carrossel de França
    me assanha de sons

    Mapas e bússolas
    agasalhados
    no meu desajeitado bolso colegial

    Estou todinho
    uma tábua de pirulitos
    perfurada de saudades.

    Leticia Taina Pereira - 3º ano D - Profª Érika

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  30. Da felicidade - Mario Quintana

    Quantas vezes a gente,
    em busca de aventura,
    procede tal e qual o avozinho infeliz:
    em vão, por toda parte,
    os óculos procura
    tendo-os na ponta do nariz!

    Yara Lethicia Daniel dos Santos - 3º D - Profº Érika

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  31. A cachorrinha - Vinicius de Moraes

    Mas que amor de cachorrinha!
    Mas que amor de cachorrinha!

    Pode haver coisa no mundo
    Mais branca, mais bonitinha
    Do que a tua barriguinha
    Crivada de mamiquinha?
    Pode haver coisa no mundo
    Mais travessa, mais tontinha
    Que esse amor de cachorrinha
    Quando vem fazer festinha
    Remexendo a traseirinha?

    Luana Lopes da Costa - 5º D - Profª Regina

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  32. Se eu fosse - Maria Dinorah

    Se eu fosse de mel,
    Dava um dedo ao Joel.

    Se eu fosse de alho,
    Dava um dente ao Amálio.

    Se eu fosse de algodão,
    Dava um fio de cabelo pro Janjão.

    Se eu fosse de farinha,
    Punha talco na orelha do Zequinha.

    Mas sou de chocolate amendocrem,
    E isso, eu não reparto com ninguém.

    Giovana de Cassia Napolitano Cavichiolli - 5º A - Profª Zuleica

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  33. O relógio - Vinicius de Moraes

    Passa, tempo, tic-tac
    Tic-tac, passa, hora
    Chega logo, tic-tac
    Tic-tac, e vai-te embora
    Passa, tempo
    Bem depressa
    Não atrasa
    Não demora
    Que já estou
    Muito cansado
    Já perdi
    Toda a alegria
    De fazer
    Meu tic-tac
    Dia e noite
    Noite e dia
    Tic-tac
    Tic-tac
    Tic-tac...

    Carina Rossi - 3º B - Profª karina

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  34. Os peixes - Sérgio Capparelli

    Conheci um querubim
    No rio Sacramento
    Que veio de gravata
    Pro meu casamento

    Conheci um judiai
    Atravessando o mar
    Com um guarda-chuva
    Pra não se molhar

    Conheci uma garoupa
    Lá em Marambaia
    Que só mergulhava
    Vestida de minissaia

    Stefany Gabriele Ricci Strano - 5º D - Profª regina

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  35. Caxumba - Ricardo Azevedo

    Tem gente que faz macumba,
    Tem gente que dança rumba,
    Tem gente que cai
    e pumba!
    Tem gente que tem caxumba.

    Vitor Taipeiro - 3ºC - Profª Adriana

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  36. Beija-flor - Otoniel S. Pereira

    Parado no ar, como um helicóptero,
    quando quer, sobe, quando quer, desce
    não parece ter asa, mas hélice.
    zunindo no ar, como um míssil
    No espaço, zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

    Não parece um pássaro, mas luz
    um risco no ar, como um azul que voa,
    visível e invisível (vejo e não vejo)
    não parece flor, mas beijo.

    Maria Clara Viale de Souza - 3º A - Profª Adriana

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  37. O ar (o vento) - Vinicius de Moraes

    Estou vivo mas não tenho corpo
    por isso é que eu não tenho forma
    peso também não tenho
    não tenho cor

    Quando sou fraco
    me chamo brisa
    e se assovio
    isso é comum
    quando sou forte
    me chamo vento
    quando sou cheiro
    me chamo pum!

    Emily Fernandes - 3º A - Profª Adriana

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  38. Criança não faz de conta - kalunga

    Criança não faz de conta
    vive a mostrar o que sente:
    chorando, se está tristinha
    sorrindo, se está contente.

    Sua vida é uma história
    tão bonita de contar
    criança não faz de conta
    quer brincar, brincar, brincar.

    Para a estrada mais florida
    seu dedinho sempre aponta,
    é só seguir o caminho
    criança não faz de conta.

    Vitória Clara - 3º A - Profª Adriana

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  39. A construção - Mario Quintana

    Eles ergueram a torre de Babel
    Para escalar o céu,
    Mas Deus não estava lá!
    Estava ali mesmo, entre eles,
    Ajudando a construir a torre.

    Maria Eduarda Felix de Souza - 4º E - Profª Eclair

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  40. As aventuras da pulga - Elias José

    Uma pulga na praça
    deu um pulo, e vou gansa.

    Uma pulga no pé
    deu um pulo, virou chulé.

    Uma pulga no focinho
    deu um pulo, virou porquinho.

    Uma pulga no cambito
    deu um pulo, virou cabrito.

    Uma pulga na poupança
    deu um pulo e foi pra França.

    Nathaly Vitória Trindade - 5º D - Profª Regina

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  41. Fantasma - José Paulo Paes

    Aquele fantasma que assombrava
    um belo castelo,
    mas vivia sempre sujo e desleixado,
    foi rebaixado,
    por causa disso,
    a assombração de depósito de lixo.

    Isabela Cardoso Canossa - 5º D - Profª Regina

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  42. Maré baixa - Ana Maria machado

    Onde anda a onda
    se a lua rotunda
    se acende redonda
    se brilha tão lisa?

    Em que fenda se finda?
    Em que rede se enreda?
    Em que sonda se afunda?
    Onde trama sua renda
    de espuma tão fina
    de puro luar?

    Hillary - 5º D - Profª Regina

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  43. Ana - Sérgio Capparelli


    Ana tem um gato
    no sapato,
    um dromedário
    no armário,
    dois coelhos
    no espelho,
    e marca de giz
    bem na ponta
    do nariz.

    Ana tem
    ventarola
    na camisola,
    um querubim
    no jardim,
    um elefante
    na estante
    uma marca de giz
    bem na ponta
    do nariz.

    Ana tem
    pé de figo
    no umbigo,
    uma girafa
    na tarrafa,
    uma galinha
    na cozinha
    e marca de giz
    bem na ponta
    do nariz.

    Luiz Carlos Trindade - 4º C - Profª Silmara

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  44. Pensador - Pedro Bandeira

    A marca desta lágrima testemunha que
    o amei perdidamente
    Em suas mãos depositei a minha vida, e
    me entreguei completamente.
    Assinei com minhas lágrimas cada verso
    que lhe dei
    Como se fossem confetes de um
    carnaval que não brinquei
    mas a cabeça apaixonada delirou
    Foi farsante, vigarista, mascarada
    Foi amante, entregando-lhe outra amada
    Foi covarde que, amando, nunca amou!

    Julia Ap. dos Santos Maciel - 4º C - Profª Silmara

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  45. O pato - Elias José

    O pato perto da porta
    O pato perto da pia
    O pato longe da pata
    O pato pia que pia.

    O pato longe da porta
    O pato longe da pia
    O pato perto da pata
    É um pato que nem pia.

    Laura Roberta Brugnera Rangel - 5º D - Profª Regina

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  46. A estrela - Manuel bandeira

    Vi uma estrela tão alta
    Vi uma estrela tão fria!
    Vi uma estrela luzindo
    Na minha vida vazia.

    Era uma estrela tão alta!
    Era uma estrela tão fria!
    Era uma estrela sozinha
    Fugindo no fim do dia.

    Por que da sua distância
    Para a minha companhia
    Não baixava aquela estrela?
    Por que tão luzia?

    E outra na sombra funda
    Responder que assim fazia
    Para dar uma esperança
    Mais triste ao fim do meu dia.

    Brenda Rafaela Silva Rodrigues - 5ºD - Profª Regina

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  47. Mãe - Gilberto Mendonça Tales

    Minha mãe, sei que na vida
    é teu amor que me diz
    qual a estrada mais florida
    que me leva a ser feliz.

    O mundo é tão grande, mãe!
    E a vida não vale um triz.
    o sonho que a gente sonha
    é falso, não tem raiz.

    Isabelly C.C.Rossi - 5º D - Profª Regina

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  48. Soneto de separação - Vinicius de Moraes

    De repente do riso fez-se o pranto
    Silencioso e branco como a bruma
    E das bocas unidas fez-se a espuma
    E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

    De repente da calma fez-se o vento
    Que dos olhos desfez a última chama
    E da paixão fez-se o pressentimento
    E do momento imóvel fez-se o drama.

    De repente, não mais que de repente
    Fez-se de triste o que se fez amante
    E de sozinho o que se fez contente
    Fez-se do amigo próximo o distante.

    Fez-se o da vida uma aventura errante
    De repente, não mais que de repente.

    Luzia Helena Rabelo Fernandes - 5º D - Profª Regina

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  49. As sem - razões do amor - Carlos Drummond de Andrade

    Eu te amo porque te amo,
    Não precisas ser amante
    E nem sempre sabes
    sê-lo.
    Eu te amo porque te amo
    Amor é estado de graça
    E com amor não se paga.

    Amor é dado de graça,
    E semeado no vento
    Na cachoeira, no eclipse
    Amor foge ao dicionário
    E a regulamentos vários.

    Eduarda Vitória Rezende Oliveira - 3º D - Profª Erika

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  50. Verbo ser - Carlos Drummond de Andrade

    Que vou ser quando crescer?
    Vivem perguntando em redor.
    Que é ser?
    É ter um corpo, um jeito, um nome?
    Tenho os três. E sou?
    Tenho de mudar quando crescer?
    Usar outro nome, corpo e jeito?
    Ou a gente só principia a ser quando cresce?
    É terrível, ser?
    É bom?
    É triste?
    Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
    Repito:
    Ser. ser. ser. er. r.
    Que vou ser quando crescer?
    Sou obrigado a? Posso escolher?
    Não dá pra entender.
    Não vou ser.
    Vou crescer assim mesmo.
    Sem ser esquecer.

    Amanda Nucci de Almeida - 3º B - Profª karina

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  51. Gato - Otoniel S Pereira

    Com o ser gato o ser humano aprende o suave e a unha.
    Pois se às vezes a pata a pata-pétala fere,
    A pétala-pata é ternura.

    Com o ser humano o ser gato aprende
    A comida e o tapa.
    Pois as vezes a mão é tigela quente
    outras é pancada.

    Ser gato ou ser humano,
    ser ou não ser,
    o fato é que temos
    muito o que aprender.

    Vitória Carneiro da Cruz - 3º A - Profª Adriana

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  52. A palavra mágica - Carlos Drummond de Andrade

    Certa palavra dorme na sombra
    de um livro raro.
    Como desencantá-la?
    É a senha do mundo.
    Vou procurá-la.

    Vou procurá-la a vida inteira no mundo.
    Se tarda o encontro não desanimo, não desanimo
    Procuro sempre.

    Procuro sempre, e a minha procura ficará sendo
    minha palavra.

    Levi Davison Braz Antônio - 5º C - Profª vanessa

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  53. O GATO DO JOÃO - Roseana Murray

    O João tem um gato brincalhão
    Que gosta de comer na mão.
    É um gatinho bem bobinho,
    O nome dele é Adão.
    Não é branco nem preto
    Nem cinza o gatinho do João.

    O João adora festa
    Mas seu gato detesta.
    Prefere ficar em casa
    Bebendo leite no prato
    E desamarrando o cadarço
    Do sapato.

    Quando João chega, ele leva
    Uma bronca, mas nem liga,
    Pisca o olho e ronca.

    Arthur Gagliardi Azorli - 3 ano C - Profª Fabiana

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  54. Memória -calos drummond de andrade.

    Amar o perdido
    deixa confundido
    este coração.

    Nada pode o olvido
    cntra o sem sentindo
    apelo do mão.

    As coisas tangíveis
    tornam-se insensíveis
    à palma da mão.

    mas as coisas findas
    muito mais que lindas,
    essas ficaram


    maria cecilia das Dores Papa 4 ano A professora Stael

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  55. O Cão Sem Plumas
    (João Cabral de Melo Neto)

    A cidade é passada pelo rio
    como uma rua
    é passada por um cachorro;
    uma fruta
    por uma espada.

    O rio ora lembrava
    a língua mansa de um cão
    ora o ventre triste de um cão,
    ora o outro rio
    de aquoso pano sujo
    dos olhos de um cão.

    Aquele rio
    era como um cão sem plumas.
    Nada sabia da chuva azul,
    da fonte cor-de-rosa,
    da água do copo de água,
    da água de cântaro,
    dos peixes de água,
    da brisa na água.

    Sabia dos caranguejos
    de lodo e ferrugem.

    Sabia da lama
    como de uma mucosa.
    Devia saber dos povos.
    Sabia seguramente
    da mulher febril que habita as ostras.

    Aquele rio
    jamais se abre aos peixes,
    ao brilho,
    à inquietação de faca
    que há nos peixes.
    Jamais se abre em peixes.

    Nome: Ana Laura Reghini
    Ano: 4º ano A
    Prof: Stael


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  56. *Viajar pela leitura* - Clarice Pacheco

    Viajar pela leitura

    sem rumo, sem intenção.

    Só para viver a aventura

    que é ter um livro nas mãos.

    É uma pena que só saiba disso

    quem gosta de ler.

    Experimente!

    Assim, sem compromisso,

    você vai me entender.

    Mergulhe de cabeça

    na imaginação!

    Aluna: Beatriz Alves de Souza
    3º ano B - Manhã
    Professora Karina

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  57. " Vento Perdido" - Pedro Bandeira

    Vem que vem o vento,
    Vem que sopra num momento;
    Vou, montado num jumento,
    Cavalgar o arco-íris.

    Vem que vem cantar,
    Vem que vem sobra,
    Vem que vai trazer
    Tudo aquilo que eu tive
    E que o vento carregou,
    Quando eu estava distraída
    A olhar pra meu umbigo,
    E o momento já passou.

    Vem que o vento volta,
    Devolvendo o meu sonho;
    Pesadelo tão medonho
    Que eu não quero nem lembrar.

    Vem que vai ventar,
    Vem que vai voltar,
    Vento vai ventar,
    Apagando num momento
    Todo o arrependimento
    De um vento tão ventado,
    De um momento tão demais,
    De um vento tão perdido
    Que não vai ventar jamais...


    Aluna: Yasmin Alves de Souza
    4º ano A - Manhã
    Professora Stael

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  58. Bom de boca - Célia Luiz

    Gosto não se discute
    já dizia o Benjamim.
    Mas minha mãe sempre insiste
    em escolher para mim!
    Um bom bife,
    ovo quente e
    torta de aipim,
    pãozinho com muita manteiga
    e pasta de amendoim.
    Salada e mais salada
    legumes que não têm fim.
    Arroz, lentilha, tomate
    e um churrasco de cupim...
    Mas eu... coitado de mim
    só quero mesmo
    é pudim!

    Yasmin Santos Petan - 3º ano C - Profª fabiana

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  59. Azul - Célia Luiz

    Azul é o tema
    do meu poema.
    Um rio...
    o mar...
    o céu...
    a flor.

    O céu é anil.
    A hortência é a flor
    Borboletas rediam
    e são multicores.

    No rio tem um barco.
    No mar um navio.
    No azul do meu sonho
    Uma estrela dormiu...

    Maria Gabrielli Arruda - 3º ano C - Profª Fabiana

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  60. Afinando o violino - Sérgio Capparelli

    Toca Lino
    violino
    Toca vio
    fonolino
    Vio toca
    linofino
    Tolo fino
    violino.

    Kamille - 3º ano C - Profª Fabiana

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  61. O lugar onde eu vivo - João Paulo de Oliveira Alves

    No lugar onde vivo
    Não posso ir embora
    Todo mundo chora
    Por isso, todo mundo enrola.

    No lugar onde eu vivo
    Todos são bem vindos
    Se eu não for para escola
    Todos ficam na minha cola.

    Quem vem na chuva
    Eu dou ajuda
    Quem vem no sol
    Cubro com o guarda-sol.

    Ana Carolina Boy - 3º ano C - Profª Fabiana

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  62. A foca - Vinicius de Moraes

    Quer ver a foca
    ficar feliz?
    É pôr uma bola
    no seu nariz.

    Quer ver a foca
    bater palminha?
    É dar a ela
    uma sardinha.

    Quer ver a foca
    Fazer uma briga?
    É espetar ela
    Bem na barriga!

    Yasmin Martins Amorim - 3º ano A - Profª Adriana

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  63. A galinha-d´Angola

    Coitada
    da galinha
    D´Angola
    não anda
    Regulando
    Da bola
    Não para
    De comer
    A matraca
    E vive
    A reclamar
    Que está fraca:
    - Tou fraca! Tou fraca!"

    Emilly Vitória Lino maniely - 3º ano A - Profª Adriana

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  64. O cobrador - Sérgio Caparelli

    A cobra foi cobrar as contas
    Que ela tinha de cobrar
    Eram tantas, tantas contas,
    Todas contas de um colar.

    Mas para cobrar essas contas,
    As contas tinha de contar
    Contas e contas contou,
    Nenhuma sem descontar.

    E bem tonta, afinal de contas,
    A cobra a errar.
    Contava errado, descontava,
    Contava de novo, somava.

    E então, como num conto,
    Rompeu-se o fio do colar.
    E as contas todas, de repente
    Caíram, sem conta, a rolar

    E a cobra, assim, tonta, tonta,
    Tonta, tonta, se pôs a chorar.

    Alice Cristiane Delfino Silva - 3º C - Profª fabiana

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  65. São Francisco - Vinicius de Moraes

    Lá vai São Francisco
    Pelo caminho
    De pé descalço
    Tão pobrezinho
    Dormindo à noite
    Junto ao moinho
    Bebendo a água
    Do ribeirinho.

    Lá vai São Francisco
    De pé no chão
    Levando nada
    No seu surrão
    Dizendo ao vento
    Bom dia, amigo
    Dizendo ao fogo
    Saúde, irmão.

    Lá vai São Francisco
    Pelo caminho
    Levando ao colo
    Jesuscristinho
    Fazendo festa
    No menininho
    Contando histórias
    Pros passarinhos.

    Leyd Daiane Iria Braz Antonio - 3º D - Profª Érika

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  66. SEM ELA - André Plez

    a pequenina cadeira rosa
    que aqui agora
    descansa sozinha
    não tem mais rima nesse verso
    está no reverso da solidão que chora
    e na lágrima assim desprendida
    sinto a ida
    a dor da ida
    e da pequena que chora em mim
    que saudade
    e a cadeira pequenina e rosa
    agora se aquieta
    e já não mais se esquenta ou conforta
    apenas jaz próxima á porta
    sozinha
    comigo.


    Clarissa Bento Plez Silva - 5º ano C - Professora Vanessa Amorim.

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  67. Amor é um Fogo que Arde sem se Ver - Luís Vaz de Camões


    Amor é fogo que arde sem ver;
    É ferido que arde e não sente;
    É dor que desatina sem doer.

    É querer estar preso por vontade;
    É servir a quem vence, o vencedor;
    É ter com quem nos mata, lealdade.

    Mas como causa seu favor
    Nos corações humanos amizade,
    Se tão contrário a si é o mesmo amor.

    Rebeca Afonso de Souza- 5º ano C - Professora Vanessa Amorim.

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  68. Silvia, Amélia - Manuel Bandeira

    Tudo quanto é puro e cheira
    - Manacá, jasmim, camelia,
    lírio, flor de laranjeira,
    rosa branca, Silvia Amélia!

    Vinicius Leal Moraes - 2º ano B - Profª Christiani

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  69. Amigos - Roseana Murray

    Há no planeta inteiro
    um desejo de fabricar amigos.
    Todos saem de casa
    Com suas roupas floridas
    e anzóis nos olhos
    e os corações, como bolsos
    cheios de amor.
    Nas ruas homens e mulheres
    sorriem, dizem sim para a vida.

    Julia Ribeiro da Silva Vanceto - 2º B - Profª Christiani

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  70. O médico - Roseana Murray

    Para o médico, o corpo
    não tem segredo:
    é como uma fábrica,
    uma orquestra,
    uma casa com móveis
    todos no lugar.

    O sangue corre nas veias
    como um disciplinado rio.
    O pulso bate com precisão,
    afiado relógio marcando a vida.

    Se alguma coisa se move,
    erradamente, se alguma coisa se quebra,
    o médico bota o corpo de castigo,
    e vou escrever receitas
    como cartas que o corpo entendesse.

    Wilmar Alexandre Tito Nascimento - 5º C - Profª Vanessa

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  71. Juramento - Elias José

    A borboleta jura
    que não exagerou
    na pintura
    pra ir na festa
    da saracura.

    Acontece que a borboleta
    bebeu, bebeu quentão.
    E as asas ganharam
    mil cores diferentes.

    É inveja pura
    dessa gente
    Dizer que a borboleta
    virou perua.

    Pietra Alexandra Tito Marques - 2º D - Profª Sandra

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  72. Poesias de amor - Vinícius de Moraes

    Como dizia o poeta
    Quem já passou por essa vida e não viveu
    Pode ser mais, mas sabe menos que eu
    Porque a vida só se dá pra quem se deu
    Pra que amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
    Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
    Não há mal pior que a descrença
    Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
    Abre teus braços, meu irmão, deixa cair
    Pra que somar se a gente pode dividir
    Eu francamente já não quero nem saber
    De quem não vai porque tem medo de sofrer
    Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
    Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não.

    Mariana da Silva Orides - 5º ano A - Profª Zuleica

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