terça-feira, 7 de agosto de 2012

Inverno de novas liberdades




A luz que entra pela janela do cômodo sai pela janela do livro. São confluências de palavras, de textos e texturas, que entretecem a vida de quem sabe que o sol é melhor no inverno. Inverno de leituras, de livros, de café com leite, de pão de forno, de pão de queijo, de queijo de Minas. E se Minas não há mais, tem mais a dizer Drummond, que sabe que de tudo fica um pouco. Então onde terá ficado Minas em nós, em Guimarães Rosa, em caixotes espalhados pela terceira, quarta margem do rio que desce cauteloso, porque é inverno, tempo de recolher e colher quenturas, quimeras, quiçás. Tempo de deixar a luz do livro atravessar o espelho do dia e transportar o mundo para o lado de dentro da página, em que o autor, presunçoso de não saber, ensina que nada tem sentido se não houver imaginação e sonhos. Que o inverno seja de livros e de novas liberdades.

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